Lição 12 - A reconciliação de Jacó com Esaú - EBD CPAD 2026 2º Trimestre Adultos
Nessa lição, veremos o encontro e a reconciliação de Jacó com seu irmão Esaú. Jacó enganou seu irmão, mas depois foi ludibriado por seu sogro. O tempo de preparo na vida de Jacó, na casa de seu tio e sogro, havia terminado. Sua saída de Harã foi por direção de Deus (Gn 31.3,13). Desse modo, Jacó empreendeu uma fuga com sua família, e logo foi perseguido pelo sogro. Contudo, este não pôde lhe fazer mal, porque Deus lhe determinou que não lhe falasse "nem bem nem mal" (Gn 31.24). No entanto, Jacó ainda teria que se acertar com seu irmão.
TEXTO ÁUREO
“Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o;
e choraram.”
(Gn 33.4)
VERDADE PRÁTICA
Em Deus, sempre há possibilidade de perdão e reconciliação.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 33.1-10
2 - E pôs as servas e seus filhos na frente e a Leia e a seus filhos, atrás; porém a Raquel e José, os derradeiros.
3 - E ele mesmo passou adiante deles e inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão.
4 - Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram.
5 - Depois, levantou os seus olhos, e viu as mulheres e os meninos, e disse: Quem são estes contigo? E ele disse: Os filhos que Deus graciosamente tem dado a teu servo.
6 - Então, chegaram as servas, elas e os seus filhos, e inclinaram-se.
7 - E chegou também Leia com seus filhos, e inclinaram-se; e, depois, chegaram José e Raquel e inclinaram-se.
8 - E disse Esaú: De que te serve todo este bando que tenho encontrado? E ele disse: Para achar graça aos olhos de meu senhor.
9 - Mas Esaú disse: Eu tenho bastante, meu irmão; seja para ti o que tens.
10 - Então, disse Jacó: Não! Se, agora, tenho achado graça a teus olhos, peço-te que tomes o meu presente da minha mão, porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus; e tomaste contentamento em mim.
INTRODUÇÃO
Chegou o dia em que finalmente Jacó teria que encontrar seu irmão e
acertar as contas com ele. Seu coração estava temeroso e ansioso. Mas
Esaú ao encontrar Jacó, abraçou-o e beijou-o. O inesperado aconteceu!
Podemos ver o encontro fraternal entre os dois irmãos, que, pela graça
de Deus, tomaram atitudes de valor, perdoando um ao outro. Aquele
episódio tinha tudo para dar errado e tornar-se uma tragédia, mas o
Senhor interveio. Nessa oportunidade, veremos que o encontro de Esaú com
Jacó é um exemplo a ser seguido por todos os que tiverem algum tipo de
desentendimento com seus familiares ou outras pessoas próximas.
I - IRMÃOS EM CONFLITO
1. Jacó.
Já vimos que Jacó lutou com o anjo, e essa luta resultou uma
transformação de caráter e em bênção de Deus sobre a sua vida. Esse
episódio, em meio a circunstâncias adversas, fez com que Jacó
compreendesse que a sua vida e o seu sucesso dependiam somente do
Senhor. Nunca foi resultado de seus métodos e habilidades, mas da ajuda,
orientação e bênção do Deus de Abraão e Isaque. Em nossa jornada
cristã, também não podemos nos esquecer de que tudo que temos e somos
vem do Senhor. Não lutamos fisicamente com os anjos, como fez Jacó, mas
podemos lutar por intermédio da persistente oração, do jejum e da
adoração até que vejamos o agir transformador de Deus em nossa vida e na
vida de nossos familiares (Lc 11.5-10).
2. Esaú.
Ao que parece, Deus não somente transformou Jacó, mas também, com o
passar dos anos, trabalhou no coração de Esaú. Transformar o ser humano,
seu caráter, sua personalidade e suas emoções é algo que somente o
Criador pode fazer. A religião não tem esse poder, e o casamento, por
melhor que seja o cônjuge, também não. O primogênito de Isaque perdeu a
sua bênção porque a trocou por um prato de ensopado (cf. 25.31-34).
Ao ser enganado pelo irmão, Esaú demonstrou raiva intensa e desejo de
vingança. Contudo, não parece ter sentido tristeza pelas suas escolhas
pecaminosas. O filho predileto de Isaque enfrentou as difíceis
consequências de suas equivocadas escolhas. Mas agora ele desejava
resolver as diferenças com o irmão de forma pacífica. No entanto,
precisamos ressaltar que a atitude amistosa de Esaú foi a resposta de
Deus à oração de Jacó (32.11).
3. Raquel.
É interessante ressaltar que Jacó colocou as servas e seus filhos à
frente, depois Leia e seus filhos. Porém, sua amada Raquel e seu amado
filho José colocou por último em uma tentativa de protegê-los (Gn 33.1).
Essa maneira de agir de Jacó certamente causava ciúmes e divisões entre
as famílias. Para que a disfunção familiar não seja uma realidade, é
preciso que cônjuges e pais tenham atenção ao modo como os
relacionamentos familiares são construídos. Toda a forma de predileção
deve ser evitada para que tenhamos uma família funcional.
SINOPSE I
Esaú e Jacó eram irmãos, mas viviam em conflito e tinham muito que se acertar.
II - O ENCONTRO ENTRE JACÓ E ESAÚ
1. Deus entra em ação.
Jacó ficou angustiado, com o coração cheio de temor. Quando viu o
rosto do irmão de perto, deixou seu pequeno grupo para trás, adiantou-se
“e inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão” (Gn 33.3).
Àquela altura, pela bondade e intervenção de Deus, as incertezas e o
medo já haviam se dissipado. Jacó tomou a iniciativa de ir em direção a
Esaú e em atitude de humildade, não se inclinou apenas uma ou duas
vezes, como era comum naquela cultura, mas inclinou-se sete vezes. A
humildade tem poder para dissipar a ira e nos conceder paz, vitória e
descanso; por isso, Jesus nos convida a aprendermos com Ele, que é manso
e humilde de coração (Mt 11.28).
2. Esaú abraça e beija Jacó.
Não temos dúvida de que a mão de Deus moveu-se entre os dois irmãos.
Certamente o Altíssimo já estava trabalhando nos sentimentos de Esaú,
que, ao ver seu irmão ir ao seu encontro com tanta humildade,
inclinando-se ao chão inúmeras vezes, toda a sua ira, mágoa ou cólera
contra Jacó não tiveram mais lugar (Gn 33.4).
Somente Deus poderia promover tão grande reconciliação, pois, segundo
afirma o escritor de Provérbios: “O irmão ofendido é mais difícil de
conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de
um palácio” (Pv 18.19).
3. O perdão verdadeiro.
Houve, de fato, arrependimento e perdão entre os irmãos. Podemos
afirmar que o Inimigo desejou a morte de Jacó e, assim, a quebra da
promessa divina a Abraão. Ele, porém, foi envergonhado, e o nome do Deus
de Abraão foi glorificado. Como seria precioso se, hoje, irmãos que
estão carregando mágoas no coração se deixassem ser tocados pelo Deus de
Abraão, Isaque e Jacó e fossem restaurados, envergonhando o Diabo.
Desejamos que o ofendido vá ao encontro do ofensor; abracem-se e
reconciliem-se como fez Esaú e Jacó. O caminho para a reconciliação não é
“deixar para lá” nem “entregar a Deus”, mas é procurar o ofendido e,
com amor, buscar o entendimento, como ensinou Jesus (Mt 18.15-17).
SINOPSE II
Esaú e Jacó se encontram e se perdoam.
III - A FAMÍLIA DE JACÓ SEGUE SEU CAMINHO
1. Os irmãos se separam.
Depois do encontro e do perdão entre os irmãos, Esaú voltou para
Seir, e Jacó foi para a cidade de Sucote, que significa “abrigo”, e
estabeleceu sua casa ali (Gn 33.16).
Aprendemos com esse episódio que perdoar não significa andar novamente
junto. Pode haver perdão sincero, mas cada um segue o seu caminho e o
seu propósito com Deus. O que não podemos é guardar rancor,
ressentimento, em nosso coração. Segundo Efésios 4.32, devemos perdoar como também Deus em Cristo nos perdoou.
2. Jacó não retorna para a casa de seu pai.
Deus havia ordenado que Jacó retornasse para a casa de seu pai,
Isaque. Não sabemos o porquê, mas ele não cumpriu essa determinação
divina e instalou-se em Siquém (cf. Gn 31.13; 35.1).
Sua decisão e escolha teria consequências ruins que foram reveladas
mais tarde. Façamos o que o Senhor nos pediu para fazer, pois Ele é
soberano e conhece todas as coisas.
3. Jacó levanta um altar ao Senhor.
O patriarca comprou dos filhos de Hamor, pai de Sucote, aquela terra e levantou ali um altar ao Senhor (Gn 33.20). Jacó chamou esse altar de “Deus, o Deus de Israel”, o único e verdadeiro (Gn 33.20).
Como Abraão e Isaque, ele adorou a Deus, reconhecendo a ajuda e o
propósito do Senhor em sua vida. Você tem erguido um altar a Deus em sua
casa, como fez Jacó? Quais altares estão sendo erguidos e para quem no
meio de nossas famílias? Infelizmente, em muitos lares, as redes
sociais, filmes e séries estão sendo levantados como altares. Que Deus
venha tomar o primeiro lugar em nossa vida e em nossa casa. Mais tarde,
depois do trágico incidente que envolveu sua filha Diná, Jacó finalmente
foi a Betel, cumprindo a vontade do Senhor. Ali, ele destruiu todos os
deuses estrangeiros em sua casa (Gn 35.2).
SINOPSE III
Depois de encontrar seu irmão, Jacó segue seu caminho com sua família.
CONCLUSÃO
As famílias de Abraão, Isaque e Jacó enfrentaram muitos desafios e
dificuldades. Os conflitos familiares ocorridos na casa de Isaque e,
posteriormente, na casa de Jacó são consequências da Queda (Gn 3).
Os relacionamentos, em especial os familiares, desde o início da
criação, foram afetados por sentimentos de disputa, ódio e inveja.
Satanás procura explorar esses sentimentos negativos estimulando as
contendas, vingança e separação. Que Deus nos ajude a perdoar como o
Senhor perdoou.
Comentários sobre a Lição
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CPAD - Lições Bíblicas 2º Trimestre
2026 - Adultos
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